Como o estado de Goiás está posicionado em relação aos outros estados no ranking da geração de energia solar fotovoltaica? E como a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica colabora com a área de energias renováveis no Brasil? Essas e outras perguntas foram respondidas ontem, durante o segundo dia do I Congresso Científico em Fontes Renováveis de Energia e o II Workshop Sobre Fontes Renováveis de Energia, do IFG Câmpus Itumbiara.

Sobre o contexto no território goiano, a apresentação dos dados ficou sob responsabilidade da senhora Danúsia Arantes Ferreira, que é superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos do Estado de Goiás (Secima). A superintendente afirmou que Goiás tem “um grande potencial para o crescimento da geração distribuída e também centralizada” e que o estado está preparado para receber grandes projetos nessas áreas. Atualmente, disse a superintendente, cerca de 130 empresas do ramo de instalação de painéis solares estão registradas no Projeto Goiás Solar (gerenciado pela Secima) e Goiás já ultrapassou os 10 megawatts (MW) de energia solar fotovoltaica instalada, e ocupa a 10ª posição no ranking nacional de energia solar fotovoltaica.

Danúsia apresentou o Projeto Goiás Solar, que trata da “elaboração de Políticas Públicas e adoção de medidas promotoras do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica em Goiás e as demais fontes renováveis, valorizando os recursos naturais estratégicos para o crescimento da economia goiana, o desenvolvimento de novos negócios, empregos diretos e de qualidade com responsabilidade e incentivo da cadeia produtiva”. Segundo a superintendente, o Projeto atua baseado na chamada “hélice quadrupla”, que á união das empresas, governo, instituições de ensino e sociedade civil organizada.

O Goiás Solar tem “foco em mini e microgeração distribuída” e atua para que qualquer microempreendedor tenha fácil acesso às linhas de crédito para aquisição de equipamentos necessários à montagem de painéis solares e usinas fotovoltaicas. Danúsia também disse que uma de suas preocupações é atuar para que o Projeto se consolide com uma ação de governo, e não uma política de estado, como forma de garantir benefícios diretos para os consumidores, profissionais, empresas e instituições envolvidas com projetos de fontes renováveis de energia.

Marco Antônio Juliatto, assessor especial do NEPI falou do papel da Rede Federal em formar profissionais aptos a atuar com fontes renováveis de energia


Rede Federal
A segunda palestra da noite foi sobre as inciativas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica para promoção das energias renováveis no Brasil, ministrada por Marco Antônio Juliatto, assessor especial do NEPI – Núcleo Estruturante de Inovação, junto a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.

O assessor comentou que o tema é de grande importância para a Rede Federal, tanto que foram criados grupos de trabalho envolvendo pesquisadores e professores com formação na área. Juliatto mostrou que poucos alunos da Rede estão matriculados na matriz de formação que envolve as fontes renováveis de energia, algo que é motivo de preocupação uma vez que a expansão do mercado demanda uma grande procura por profissionais qualificados; e que é preciso evitar que o país passe por um “apagão” de mão de obra e tenha que buscar técnicos de outros países, como aconteceu em anos anteriores. O assessor disse que no mundo cerca de 10 milhões de profissionais atuam no segmento de fontes renováveis, sendo pouco mais de 1 milhão no Brasil. E que a maioria trabalham com bioenergia e em hidrelétricas.

 

Fonte: https://www.ifg.edu.br/component/content/article/170-ifg/campus/itumbiara/noticias-campus-itumbiara/11000-energia-renovavel-no-estado-e-na-rede